Erros comuns ao escolher sua Escola de Inglês

04/11/2016

Muito frequentemente novos alunos chegam até a nossa escola cheios de dúvidas ao comparar uma variedade enorme de escolas de idiomas disponíveis no mercado. O que de fato é diferencial entre as escolas? O que vai beneficiar mais você pedagogicamente? Vamos comentar alguns casos mais comuns.

Quanto tempo demora pra aprender Inglês?

É bastante comum ver escolas de Inglês que usam tempo como medida de aprendizado. Algo do tipo: “Faça 2 anos de conversação e seja fluente!” Ou “Aprenda Inglês em apenas 1 ano!”

Na verdade o tempo é uma variável muito subjetiva. Depende muito mais de uma série de outros fatores como sua dedicação pessoal e compromisso com os estudos, assiduidade as aulas, aptidão natural, experiências anteriores com a língua, vivência no exterior, contato frequente com o idioma através de filmes, músicas ou textos online e vários outros.

Não se preocupe com quanto o tempo demorará pra aprender Inglês e se envolva com o método de sua escola, tente colocar o Inglês no seu dia a dia e praticar sempre que possível. Leve todas suas dúvidas para sala de aula para discutir com o grupo e com seu professor. Naturalmente você ampliará seu vocabulário, começará a formar frases e conversar sobre diversos tópicos diferentes.

Desconfie de metodologias de quem tenta empurrar conteúdo pra cumprir uma janela de prazo prévio determinado. Essas metodologias visam muito mais o aspecto comercial do que o pedagógico.

Inglês pra crianças é perda de tempo! Vou fazer Inglês depois…

Cada vez menos, porém ainda é comum conhecer pessoas que não conhecem a importância de se ensinar Inglês para crianças desde seus primeiros anos de vida.

Dos 2 aos 6 anos de idade o cérebro das crianças funciona como uma esponja para novas informações. É nessa fase também que a criança adquire suas aptidões, como matemática, línguas, artes, música e tantas outras. Se exposta desde cedo ao Inglês através de uma metodologia lúdica e divertida, a língua se torna parte da vida dessa criança que terá muito mais facilidade para lidar com as estruturas e vocabulário, afinal, “aprender” virou uma brincadeira gostosa junto com os amigos e o professor.

Após os 7 anos, o cérebro das crianças perde parte desse aspecto de esponja e funciona mais como uma peneira. A boa notícia é que ainda é possível ensinar línguas porém o processo costuma ser mais difícil e demorado do que com crianças que tiveram exposição a língua desde pequenos.

Vou escolher pelo preço!

É claro que o valor é fator determinante na hora de optarmos por uma escola de Inglês, porém fique atento para diferenças muito grandes entre as escolas. Escolas de idiomas pagam impostos como qualquer outra empresa e são, como diria Paulo Freire, feitas de gente. Profissionais de qualidade merecem ser bem remunerados e, como a língua é viva, exige constantes estudos e cursos de aprimoramento para manter os professores atualizados no mercado.

Atente também para as taxas de matrícula e de material didático. Às vezes o valor das mensalidades parece sedutor, porém ao se somar todos custos, o preço final pode mudar bastante. Compare todos os detalhes ao escolher sua próxima escola de Inglês.

Pra que ir até a escola? Vou aprender de casa com aplicativos!

Tecnologia ajuda demais, mas não substitui nem jamais substituirá a interação humana em sala de aula com seu grupo e com seu professor. Pessoas têm ritmos diferentes de aprendizado e somente um professor experiente consegue cadenciar a aula e usar técnicas didáticas diferentes parra ensinar um determinado tópico ou conteúdo para seus alunos.

É importante praticar em casa e esses aplicativos são de extrema serventia nessa função, contudo não podem ser sua única fonte de contato com a língua. Use também filmes legendados, músicas, blogs, streamings e artigos online para aumentar seu contato com o idioma.

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Escola é tudo igual!

Uma maneira importante de evitar esse erro é prestar atenção na metodologia e na proposta das aulas de cada escola. Há maneiras muito atraentes de motivar os alunos e trazer o Inglês para a realidade de cada um. Aulas personalizadas com interação constante e troca de ideias entre o professor e os alunos estimulam pensamento crítico e simulam situações reais em sala de aula. Repare se sua escola está apenas seguindo uma apostila ou se estão de fato trazendo conteúdo novo e relevante para suas necessidades.

O uso de jogos em sala de aula também promove competências na aprendizagem de línguas e aumenta interação entre professor e colegas através da competitividade saudável e da interação social que jogos de tabuleiro, de cartas ou virtuais trazem.

Fazer diferente e com qualidade deve ser uma das preocupações da sua escola. Verifique como são as aulas e peça pra fazer uma aula experimental antes de se matricular de fato para conhecer bem a proposta e a metodologia na qual você irá estudar.

 

Rodrigo Alcazar
Coordenador da unidade de Florianópolis

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